quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Greve faz Dilma rever direitos dos servidores

Greve faz Dilma rever direitos dos servidores

Greve faz Dilma rever direitos dos servidoresFoto: LÚCIO TÁVORA/AGÊNCIA ESTADO

PRESSIONADA PELA CRISE DA PM NA BAHIA, QUE AMEAÇA CONTAGIAR MAIS OITO ESTADOS, A PRESIDENTE DESENGAVETOU UM PROJETO DA ÉPOCA EM QUE ERA MINISTRA DA CASA CIVIL. TEXTO PREVÊ QUE AS PARALISAÇÕES SEJAM APROVADAS POR PELO MENOS DOIS TERÇOS DA CATEGORIA E OBRIGA MANTER 40% DO EFETIVO PÚBLICO

08 de Fevereiro de 2012 às 08:49
247 – Pressionada pela greve da PM na Bahia e pela ameaça de contágio em mais oito Estados, Dilma Rousseff desengavetou projeto de lei que disciplina o direito de greve de servidores públicos e exige que o governo seja comunicado com antecedência mínima de 72 horas na paralisação de atividades "inadiáveis de interesse público".
O projeto foi preparado pela Advocacia-Geral da União em 2007, mas parou na Casa Civil, que, então comandada por Dilma Rousseff, não levou a proposta adiante. Ele prevê que a deflagração de greves de servidores públicos seja aprovada por pelo menos dois terços da categoria. Hoje, na Bahia, a paralisação é liderada por uma associação que só representa 2 mil dos 32 mil PMs. E a assembleia da categoria só poderá ser convocada dez dias após o envio da pauta de reivindicações à autoridade competente.
O texto inclui segurança pública entre os 19 serviços considerados "inadiáveis de interesse público", em que o estado de greve deverá ser declarado com antecedência mínima maior, de 72 horas. E a proposta limita a paralisação a 40% dos servidores de um órgão.
Ontem, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm-Sindicato) do Rio Grande do Sul anunciou o início de uma operação padrão. No dia 15, PMs e bombeiros ameaçam entrar em greve no Espírito Santo. Líderes da PEC 300 (que aumenta o salário de policiais e unifica os pisos pelo País) informaram que Minas também já enfrenta focos de reclamação da categoria.
No Rio, policiais e bombeiros marcaram uma assembleia para hoje e podem definir greve a partir de amanhã. Isso apesar da tentativa do governo de adiantar reajustes para evitar mobilizações. Levada ontem a Assembleia, a proposta foi considerada insatisfatória por associações e representações de classe, recebeu 78 emendas e saiu de pauta.
Líder do PSDB baiano, legenda que abriga o líder da paralisação, o deputado Antônio Imbassahy diz que o governo federal, "ao assumir a negociação na Bahia, da forma como foi feito, convocou os policiais de outros Estados a aderir ao movimento".
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que o Congresso está disposto a rediscutir o direito de greve. Mas reiterou que não vai pôr em votação a PEC 300. (A reportagem é do Estado de S. Paulo)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Capitão Vlademir Assis fala à Rádio JC CBN











Capitão Assis, Presidente da AME - Associação dos Militares do Estado de Pernambuco, fala sobre possibilidade de greves por todo país da PMs

Pernambuco pode aderir a movimento nacional de greve


Saiu no diário de Pernambuco de hoje 07/02/2012






Pernambuco na espera


Recife, terça-feira, 7 de fevereiro de 2012             


O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, vai receber os dirigentes da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACS-PE) nesta semana, para tratar sobre as promoções dos policiais e escalas de trabalho. Ontem, os diretores da ACS-PE chegaram a Salvador para apoiar o movimento grevista da Bahia, onde acontece hoje uma reunião com representantes da corporação de todo o país para definir se haverá uma paralisação nacional. 


No entanto, Wilson Damázio adiantou que não vê motivos para a interrupção das atividades no estado. “Temos um diálogo franco e aberto com os policiais. Está fora de cogitação, por parte da secretaria, uma paralisação. Os policiais terão aumento em junho, e aqui está tudo pacificado. Não tem cabimento nenhum eles aderirem ao movimento da Bahia”, explicou.


COMENTÁRIO:


Pelo menos com a AME e comigo o diálogo é só na base da chibata, respondo a mais de 15 procressos pelas lutas da classe, e o governo persegue as entidades. No ano passado cortou os códigos de desconto e ainda hoje sofremos pra ajustar nossas despesas...

Presidente da Associação de CB/SD do RN, o CB/PM Jeoais está tranquilo e soube de mandado de prisão pela imprensa

Presidente da Associação de CB/SD do RN, o CB/PM Jeoais está tranquilo e soube de mandado de prisão pela imprensa




Até quem nao é integrante da PMBA teve sua prisão preventiva decretada.

Policial Militar potiguar diz que mandado de prisão contra ele é um exagero


O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio Grande, cabo Jeoás Nascimento dos Santos, recebeu com supresa a notícia de que a Justiça expediu mandado de prisão contra ele e mais 11 líderes dos protestos da Polícia Militar da Bahia. Apesar de não ter sido comunicado oficialmente, cabo Jeoás afirma que não havia necessidade para a prisão e que os manifestantes da Bahia estão promovendo protestos pacíficos. O Ministério Público da Bahia confirmou o pedido.
Adriano Abreu Jeoás Nascimento dos Santos participou de tentativas de negociações da PM baiana com o Governo

Cabo Jeoás esteve em Salvador entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro, quando representou a Associação Nacional dos Praças (Anaspra), na condição de vice-presidente da entidade, nas testativas de abertura de diálogo entre os policiais militares grevistas e o Governo da Bahia. Porém, não obteve êxito. "Já estive negociando com autoridades em outros estados, como no Pará, onde participei de uma mesa de negociação por 18 horas. Na Bahia, no entanto, não houve diálogo. Fui para o estado devido à experiência acumulada em diversas mesas de negociação pelo país", explicou Jeoás. "Sou simpatizante do PT, mas nas negociações do Rio Grande do Norte e do Pará, onde os governos são do DEM e do PSDB, houve uma abertura para o diálogo que não existiu na Bahia, onde o governo é do PT".

Segundo o PM, o protesto dos PMs em Salvador ocorre de maneira tranquila. "São famílias que estão acampando na Assembleia buscando melhorias de condições de trabalho aos policiais. As notícias que chegam aos outros estados é que há violência nos protestos, por parte dos manifestantes, mas isso não é verdade", garantiu.

Avaliando que o crescimento da violência nos últimos dias em Salvador era esperada devido à saída dos policiais das ruas, o cabo Jeoás acredita que o movimento grevista está transcorrendo dentro da legalidade e que os mandados de prisão foram um exagero por parte da Justiça. "Já estou em Natal e me apresentei normalmente no quartel, sem problemas. Não houve prisão. Assim que formos notificados, vamos consultar a assessoria jurídica buscar desfazer o efeito, já que estamos fora do estado (BA)", disse.

Além de Jeoás do Nascimento, também foram solicitadas as prisões de Marco Prisco Machado, presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares da Bahia (Aspra); Fábio Brito, diretor jurídico da Aspra; Alessandro Reis; Edianari Santos; Sargento Marcus Vinícius, da Associação dos Policiais da Bahia (Aspol); Sargento Elias, da Aspol; Soldado Josafá, da Aspra, em Ilhéus; Soldado Augusto Júnior, da Aspra, em Ilhéus; Gilvan da AAPM, de Jequié; Cabo Hohenfeld, da Aspol; além de Alvir dos Santos Silva, Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (Coppa), que, de acordo com o Governo da Bahia, foi preso.

Protesto no RN

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte também organiza uma manifestação em busca de melhorias nas condições salariais. Apesar de terem conseguido o pagamento de subsídio por parte do Governo do Estado, os policiais seguem em busca da aprovação do plano de carreira dos profissionais. No dia 15 de fevereiro, inclusive, ocorrerá uma caminhada para chamar a atenção da população e do Governo quanto à necessidade da aprovação do plano.

Além disso, os policiais cobram o preenchimento de vagas nos quadros de praças da corporação. Segundo Jeoás Nascimento, são 1.500 vagas de cabos, 800 vagas de sargentos e 1 mil vagas de soldados. "Esperamos que ocorra esse preenchimento e a aprovação do plano de carreira ainda no primeiro semestre, sem a necessidade de radicalização por parte dos policiais", disse.

Greve da PM pode ser a nível Nacional

Greve da PM pode ser a nível Nacional

A greve dos policiais militares baianos poderá desencadear um movimento nacional
Roberto Caetano é Cabo da PMES e secretário da Anaspra


A greve de parte dos policiais militares baianos, iniciada na quarta-feira, 1º, poderá desencadear um movimento nacional.

Segundo o secretário da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais (Anaspra), Roberto Caetano, que se encontra com os PMs baianos amotinados na Assembleia Legislativa, há uma possibilidade de a polícia militar do Rio de Janeiro aderir ao movimento.

Informação foi confirmada pelo coronel Almir Rosa, comandante do policiamento militar do Rio de Janeiro. Segundo ele, haverá, na próxima sexta-feira, 9, uma reunião na Cinelândia do Rio de Janeiro, para discutir se haverá greve no estado. Se acatado, o movimento no Rio começa no dia 10 de fevereiro.

O motivo da mobilização é a busca de melhorias de condições de trabalho da categoria.

Caso o comando da PM carioca decida entrar em greve, haverá a solicitação do apoio das polícias militares de outros estados brasileiros.

Nesta sexta, 3, mulheres de policiais cariocas se reuniram no Largo do Machado e seguiram em caminhada para o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, onde fizeram um panelaço.

Reajuste - Em uma tentativa de conter a ameaça de greve, o governador do Rio, Sérgio Cabral, enviou uma mensagem na abertura dos trabalho na Assembleia Legislativa do Estado, alterando as regras dos reajustes previstos para a categoria.

Segundo o novo modelo, em fevereiro será concedido 10,15% de aumento. Fonte: JornalMassa

Dilma declara guerra contra PM

Dilma declara guerra contra PM

Para Dilma, greve da PM na BA é plano nacional para forçar votação da PEC 300; tribunais militares estaduais terão que ser instalados

A presidente Dilma Rousseff determinará, nos próximos dias, que os Estados instalem tribunais militares em cada uma das suas corporações para agilizar o julgamento de infrações cometidas por policiais. Tanto a chefe do Executivo quanto o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a Polícia Federal pretendem, com a medida, que os processos contra militares não se submetam à morosidade da Justiça comum, que acumula ações por anos a fio.

A estratégia é a de que os julgamentos sejam sumários e rápidos dentro de cada corporação. Também pretende-se a manutenção da hierarquia e da ordem, por meio da obrigação do cumprimento às determinações dos comandantes. Caberá aos Executivos estaduais enviar aos deputados um projeto de lei que preveja a criação dos tribunais, com a indicação dos representantes das tropas, bem como previsão de cadeira para o Ministério Público.

No entendimento do Palácio do Planalto, conforme apurou o Bahia Notícias, a greve da PM na Bahia é um movimento nacional em cadeia para pressionar o Congresso a votar e aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que pretende igualar os salários dos policiais em todo o Brasil de acordo com o pagamento realizado no Distrito Federal. Hoje, o menor vencimento, de um soldado de segunda classe, é de R$ 3.031,38, e o maior, de um coronel, chega a R$ 15.355,85.

Os Estados alegam não ter condições de seguir a norma, caso aprovada, pois haveria risco de se exceder o limite prudencial estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em que não se pode dedicar mais de 47% da receita líquida com pagamento de pessoal. Os atos em prol da PEC 300 aconteceriam em cada uma das unidades federativas até chegar em Brasília. O que chamou a atenção de Dilma e da Força Nacional, na Bahia, foi o fato de que Marco Prisco, que lidera a Aspra – associação da PM que iniciou o movimento grevista –, divide o comando das ações na Assembleia Legislativa com o sargento Queiroz, líder da paralisação dias antes no Ceará, e o sargento Joaes, representante do Rio Grande do Norte.

Todos são filiados à Associação Nacional dos Praças, que tem assento no Conselho Nacional de Segurança e recebe, portanto, recursos do próprio governo federal, por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Ou seja, há o incômodo de que a própria União tem bancado o movimento. Antes da mobilização baiana, Pernambuco enfrentou levantes semelhantes e, no Rio de Janeiro, há a expectativa que, nos próximos dias, a PM venha a aderir à greve baiana. Fonte: BahiaNoticias

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Eduardo deve achar que pode tudo | Política | Acerto de Contas | Economia, Política e Atualidades

NÃO SE FAZ DEMOCRACIA SEM OPOSIÇÃO

Nas últimas duas semanas o Governador Eduardo Campos protagonizou o que de pior acontece a uma pessoa que governa sem oposição: a falta de humildade.

Em quinze dias o seu Governo foi responsável por dois episódios lamentáveis: a desnecessária e pouco inteligente agressividade policial com estudantes e o cheque em branco dado a Isaltino Nascimento, flagrado embriagado em uma blitz dirigindo uma Hilux paga com os cofres públicos.

Sobre o caso dos estudantes muito já se falou, inclusive questionei o que queria o Governo com isso. Não entrarei mais neste mérito.

Mas a declaração do Governador em relação ao Secretário Isaltino Nascimento é um verdadeiro deboche.

O pior é que não apareceu até agora ninguém da oposição na Assembleia, eu disse NINGUÉM, para falar nada. A oposição se acoelhou completamente. Uma vergonha completa.

Aliás, ninguém aparece para falar nada mais neste Estado. Ninguém questiona o fato do Secretário de Saúde ser o Ongueiro do Imip e pagar a ele mesmo, se autogerenciar. Ninguém questiona a nomeação de parentes de Eduardo para o Tribunal de Contas. Ninguém questiona o fato de passarmos 30 anos pagando milhões de reais mensais para a construção de um estádio.

Não se questiona mais nada.

É o obscurantismo indireto.

Já disse aqui mais de uma vez: não se faz democracia sem oposição.

Eu sou daqueles que acha que Eduardo faz um bom Governo e sua preocupação com a gestão é algo a ser elogiado. Pela primeira vez se tem sistemas de monitoramento e o mínimo de metodologia para melhoria gerencial.

Ele tem tudo para representar um bom papel na esfera federal, que já não aguenta mais esse bipartidarismo artificial PT-PSDB. Eu mesmo confesso que se fosse hoje provavelmente votaria nele, por enxergar que pode representar uma alternativa interessante de gestão.

Mas atos como esse só demonstram que Governo precisa de vigilância constante, inclusive para ter humildade quando erra.

Eduardo está perdendo uma grande chance de se mostrar para a opinião pública como um governante diferenciado. Na hora que vier à tona estes fatos na mídia nacional não faltarão aqueles choramingos reclamando de preconceito contra o Nordeste, e blá blá blá. Aì já será tarde.

O pior é que Eduardo Campos está fazendo suas próprias leis. Segundo o que disse pela manhã, não há crime algum praticado pelo Secretário.

Vamos rememorar o Governador, que parece que anda esquecido.

  1. Quer dizer que dirigir embriagado não é crime?
  2. Quer dizer que qualquer funcionário público pode pegar um carro pago com dinheiro público e sair bêbado por aí? Isso não é passível de exoneração?

Citou o caso de um juiz, que flagrado na Lei Seca não pode perder o emprego. Esquece que há uma pequena diferença entre um concursado e um cargo comissionado. Os dois são graves, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Claro que ninguém está acreditando na estória de Isaltino, que diz que paga o carro com seus próprios recursos. A explicação beira o ridículo, já que o aluguel de um carro como este é maior que seu salário.

Seria abusar demais da inteligência alheia, então é melhor fazer de conta que isso não existe. Mas claro que vamos acabar descobrindo como esse carro foi parar nas mãos de Isaltino. É questão de tempo…pouco tempo.

Mas a culpa disso tudo no fundo é nossa, que deixamos a oposição ser esmagada e que às vezes aceitamos argumentos toscos e maniqueístas para justificar o voto na esquerda a qualquer custo.

Para essa turma do pensamento único, ou se é de direita ou anarquista lunático.

E essa mesma discussão vai aparecer na eleição deste ano para Prefeito. Como se ninguém tivesse mandado reprimir estudantes ou não existisse um Secretário dirigindo embriagado às nossas custas.

E para finalizar, Eduardo ainda soltou uma pérola: “Isaltino não pode ser discriminado por ser Secretário”.

Exonerar Isaltino não é discriminação, é obrigação.

Fonte: http://acertodecontas.blog.br/politica/eduardo-deve-achar-que-pode-tudo/