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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Nossos policiais estão sofrendo, Revista Época

Isso não é novidade, mudou muita coisa amas ainda temos isso...

Nossos policiais estão sofrendo

Tortura, assédio moral, corrupção: é o que mostra a maior pesquisa já feita nas polícias do país
NELITO FERNANDES
Revista Época

Revista Época

Revista Época

A pesquisa que mostra velhos vícios também revela o desejo de mudança e derruba velhos mitos, como o de que há uma resistência grande dos agentes à unificação das polícias. Apenas 20,2% dos policiais se declararam a favor da manutenção do modelo atual, que mantém PM e Polícia Civil separadas, uma atuando no patrulhamento, outra na investigação. Para 34,4% dos policiais ouvidos, o ideal seria a unificação das duas forças, formando apenas uma só polícia civil, dita “de ciclo completo” – ou seja, encarregada de patrulhar, atuar em conflitos e também de investigar os crimes.

Especialistas acreditam que a polícia unificada ajudaria a melhorar o índice de resolução dos crimes no país. Enquanto no Brasil apenas 5% dos homicídios são esclarecidos, em países desenvolvidos esse número chega a 60%. Polícias integradas evitariam, ainda, a tensão permanente entre as forças e conflitos como os que aconteceram em 2008 em São Paulo, quando civis e militares se enfrentaram, armados, durante a greve.

“O resultado mostra que há uma disparidade enorme entre o que dizem os comandos, algumas associações de policiais, os governos e o que quer a massa dos policiais. Os policiais querem a unificação. Se ficarmos ouvindo apenas as lideranças, estaremos manipulados por alguns grupos e lobbies que querem manter o estado atual porque se beneficiam dele”, diz o ex-secretário nacional de Segurança Luiz Eduardo Soares, coautor do estudo e também de livros como Elite da tropa e Espírito Santo.

A maior resistência à unificação vem dos oficiais da PM. Apenas 15,8% deles defendem o novo modelo de polícia. “Não só temos duas polícias, como também temos duas polícias dentro de cada polícia. A situação dos praças e dos agentes de polícia civil é muito diferente da dos delegados e dos oficiais”, diz Luiz Eduardo. Hoje, um praça da PM que quiser ser oficial precisa fazer concurso. Ao passar, recomeça a carreira do zero. Quem chega a sargento não vira oficial, a menos que concorra também com os civis, fazendo provas. Na Polícia Civil acontece o mesmo. Um detetive que queira ser delegado, hoje, tem de fazer um concurso e concorrer com qualquer advogado que não seja policial. “Esse advogado recém-formado chega às delegacias mandando em agentes que têm 30 anos de polícia e é boicotado. Temos milhares de detetives que são formados em Direito, mas não viram delegados”, diz Soares.

A baixa produtividade da polícia vem, ainda, da falta de treinamento. Pouco mais de 3% dos agentes de segurança tiveram mais de um ano de aprendizagem em cursos. A formação dos policiais tem muito mais ênfase no confronto do que na investigação: 92% deles têm aulas de condicionamento físico, 85,6% aprendem a atirar e apenas 33% fazem técnicas de investigação, enquanto só 39% estudam mediação de conflito. Não se sabe o que é mais espantoso: que 15% de nossos policiais estejam nas ruas armados sem ter feito curso de tiro ou se apenas um em cada três deles saiba investigar.

“A formação é completamente deformada. Sabemos que 95% dos casos que precisam de PM não são de confrontos, mas a polícia continua a ser tratada como se fosse um Exército que precisa estar preparado para a pronta resposta”, diz Soares. Rolim chama a atenção para outro detalhe que mostra a preocupação dos administradores com os músculos, em vez da inteligência. “Na Suécia, um dos critérios para ser policial é ter feito algum trabalho de liderança comunitária. Aqui, ainda usamos pré-requisitos como altura mínima. Na base disso está a ideia de que o policial tem de ser alto e forte.”

O levantamento realizado por Soares, Rolim e pela socióloga Silvia Ramos foi feito com cerca de 10% de todos os agentes policiais do país, incluindo guardas municipais e agentes penitenciários. A pesquisa teve o apoio do Ministério da Justiça e da ONU. Segundo Soares, foram respeitadas as proporções de agentes em cada função e nos Estados, para ter um retrato mais fiel da situação da polícia. Uma situação que Ribeiro define muito bem: “A polícia hoje está doente e coloca a sociedade em risco. Esse modelo já demonstrou que não dá ao cidadão a resposta adequada, e a prova disso está nas ruas todos os dias. É preciso fazer alguma coisa já”.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI103493-15223-2,00-NOSSOS+POLICIAIS+ESTAO+SOFRENDO.html

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Força Nacional deixará Rio por falta de lugar para ficar


Da folha de São Paulo

Força Nacional deixará Rio por falta de lugar para ficar

DA SUCURSAL DO RIO

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou ontem que a FNS (Força Nacional de Segurança) vai deixar o Estado até o dia 28. Os agentes estavam hospedados em uma unidade do Exército que foi requisitada de volta.
Os 230 policiais da FNS vão deixar o Rio "exclusivamente" por falta de logística para mantê-los aqui, afirmou Beltrame após palestra realizada na Associação Comercial do Rio de Janeiro. De acordo com ele, o Estado não tem instalações capazes de abrigar esse contingente.
"A Força Nacional dependia do apoio local que o Exército fornecia. Infelizmente vamos ficar sem a tropa, porque o Exército não tem mais estrutura para oferecer. Sempre contei com a colaboração das Forças Armadas; agora dizem que não há mais espaço", disse Beltrame, contrariado com o Exército.

Apesar disso, a FNS estava atuando somente no patrulhamento ostensivo na orla do Rio, efetuando "muito raramente" prisões, segundo o secretário.

De acordo com Beltrame, a perda de um contingente de policiais pronto para ser acionado em caso de emergência é considerável. Um escritório de representação deve ser mantido na cidade. Ele afirmou estar "certíssimo" de que as tropas voltarão se o governo do Rio pedir.
O Exército não quis comentar o assunto ontem.


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eu vi algumas fotos do alojamento da Força Nacional que dava vontade de vomitar, náuseas é um nome muito bonito, era VOMITAR mesmo, horrível e os policiais e bombeiros sendo humilhados pelo fato das diárias serem polpudas, não existe segurança barata...


Achei as fotos são do PAN no Rio:




Frase

"Sempre contei com a colaboração das Forças Armadas; agora dizem que não há mais espaço"
JOSÉ MARIANO BELTRAME
secretário de Segurança do Rio