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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Treze coronéis da PM colocam seus cargos à disposição


Não é requentar notícia, é divulgar...

Treze coronéis da PM colocam seus cargos à disposição

31/10/2009 - 00h00 (Outros - A Gazeta)

Claudia Feliz
cfeliz@redegazeta.com.br

Treze coronéis da Polícia Militar colocaram, ontem, seus cargos de direção na instituição à disposição do comandante, coronel Oberacy Emmerich. Como tem feito desde que os coronéis tornaram pública sua insatisfação com o conteúdo do livro "Espírito Santo", escrito pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Rodney Miranda, em parceria com o juiz Carlos Eduardo Lemos e o antropólogo Luiz Eduardo Soares, o Governo do Estado preferiu não se manifestar sobre o assunto.

O estopim da posição adotada ontem pelos coronéis foi a nomeação do porta-voz do grupo, coronel Renato Duguay, para um cargo de confiança na Secretaria de Segurança. Duguay foi removido da Diretoria de Informática da PM para ocupar a nova função de assessoramento técnico. A secretaria não informou qual seria sua missão, mas disse que ele ficaria sob ordens diretas de Rodney Miranda.

O problema é que, em nota, os coronéis já haviam declarado que "não há clima" para trabalhar com o secretário. "Não há possibilidade de sermos comandados por alguém que além de vitimar, de modo infiel, a dignidade de todos nós, não consegue frear a criminalidade que assola o cidadão capixaba", diz um trecho da nota.

Ontem, reunido com o comandante-geral da PM, o alto comando, segundo Duguay, entregou seus cargos de direção de unidades na instituição, que ainda de acordo com o militar só podem ser ocupados por pessoas da mesma patente. Como o Estado tem 19 coronéis na ativa, e 14 assinaram a nota contrária a Rodney Miranda, a entrega dos cargos cria mais um problema para o governo.

Nem o comandante da PM, nem o secretário Rodney e nem o governador Paulo Hartung manifestaram-se sobre o assunto. À noite, uma informação não confirmada pelo governo dava conta de que Hartung havia se reunido com os coronéis.

Segundo o coronel Duguay, embora tenham colocado seus cargos à disposição, os militares continuam trabalhando. "Honramos nossa farda. O livro manchou a honra de todos nós, de soldados a coronéis. A entrega dos cargos mostra que não estamos inertes, e que não vai ser agregando um coronel a um cargo na Secretaria que a crise vai ser alterada", disse ele.

Outras associações repudiam livro
A insatisfação na Polícia Militar do Espírito Santo não envolve apenas coronéis. Ontem, representantes de cinco associações - oficiais; cabos e soldados; subtenentes e sargentos; policiais militares da reserva, da ativa e pensionistas; e Associação de Defesa dos Direitos Humanos e Constitucionais dos Policiais Militares - emitiram uma nota na qual repudiam e tacham de "chulo e mentiroso" o livro "Espírito Santo", que alegam atacar a Polícia Militar e a integridade moral de todos, de soldado a coronel. Também alegam que o coronel Renato Duguay "não pode ser castigado por ser defensor dos sentimentos de todos os policiais militares", a ele solidários.

Entenda a crise
Origem. O livro "Espírito Santo", que narra a história do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, executado a tiros em 2003, quando investigava as ações do crime organizado no Espírito Santo, foi o que motivou a "revolta" dos coronéis da Polícia Militar, que ganhou aliados na corporação, entre soldados, cabos, sargentos, tenentes e demais patentes.

Atraso. Os militares alegam que o livro, escrito pelo secretário Rodney Miranda, pelo juiz Carlos Eduardo Lemos, e pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares "caluniou, desmereceu e humilhou" toda a corporação. Em um dos trechos da obra, consta, em relação à morte do juiz Alexandre, que "outro (tiro) veio de instituições aliadas do atraso - a Polícia Militar e o Judiciário capixabas".

Pseudônimos. O livro, de forma romanceada, relata fatos ligados à morte do juiz Alexandre, mas usa pseudônimos - e não nomes verdadeiros - para identificar quem, mesmo acusado, ainda não foi condenado.

Pseudônimos. Os homens apontados como mandantes - um coronel da reserva da PM, um juiz e um ex-policial civil - ainda não foram a julgamento. Os três ingressaram com recursos e estão à espera de decisão nos tribunais superiores.

Reação. Entre os coronéis da ativa que repudiaram o livro está o corregedor da Polícia Militar, Marcos Aurélio Capita da Silva. Sob a alegação de que a obra o afeta diretamente, ele denunciou os autores por calúnia, injúria e difamação. A denúncia foi feita ao Ministério Público Estadual (MPES). Contra o secretário de Segurança, o corregedor também protocolou uma representação no Conselho Superior de Ética do Estado.

Causa. As queixas do coronel Capita referem-se a trechos em que as referências feitas ao personagem tenente coronel Áureo Carmelo de Souza da Diretoria de Inteligência da PM (Dint) - nome fictício -, o fizeram se reconhecer nas citações. "Quem não sabe na Polícia Militar quem era o tenente coronel da Dint na época dos fatos?", argumenta ele.

Situação jurídica. O secretário de Segurança, Rodney Miranda, disse, na época da denúncia, que ninguém com situação jurídica não resolvida no processo teve o nome citado. E o juiz Carlos Lemos deixou claro que o coronel não foi acusado de nada e que, no livro, foram reproduzidas as contradições apresentadas no sumiço de uma arma, com base em documentos da Polícia Civil com depoimentos.

Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/10/556642-treze+coroneis+da+pm+colocam+seus+cargos+a+disposicao.html

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Policiais Militares querem reajuste explícito!

Policiais Militares querem reajuste explícito!


* Jorge Luiz Prestes Braga


Ao passo que os juízes e promotores públicos estão a pleitear aumentos disfarçados em vantagens pessoais, os brigadianos querem o direito a um reajuste de vencimentos que lhe é de direito. Há poucos dias atrás, o Governo encaminhou e a Assembléia Legislativa RS aprovou reajuste para os Delegados de Polícia, com isso aumentou o fosso salarial entre eles e os Oficiais da Brigada Militar, os quais estão a quatorze anos sem aumento salarial.


Como se não bastasse, no mesmo projeto discriminatório, foram aquinhoados com aumento salarial os membros do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Assembléia Legislativa. Todos com salários colocados entre os mais altos do Estado. Como podemos nós, também funcionários públicos conviver com tão humilhante descaso?


Invariavelmente, todos os governos destacam os bons serviços prestados pela Brigada Militar, porém no momento de reconhecer a necessidade de corrigir salários, os quais se situam entre os mais baixos do país, omitem-se vergonhosamente. Estamos a cada dia criando uma legião de policiais mal pagos, envolvidos em atividades paralelas para sobreviver de maneira digna e que, rotineiramente, lhes custa a vida.


Os policiais militares querem reajuste salarial que lhes possibilite sobreviver dignamente. Queremos que o Governo e a sociedade reconheçam e dêem a real importância a atividade de Segurança Pública.


É lamentável a utilização de subterfúgios por parte dos juízes e promotores para ver majorados seus salários já atualizados com a concessão do subsídio, o qual aglutinou seus ganhos em valores iniciais que beiram aos R$ 20 mil.


Só para constar, o salário inicial de um Capitão, cujo ingresso na Brigada Militar se dá com o mesmo requisito exigido para as demais carreiras jurídicas, beira a soma ?astronômica? de R$ 4 mil. E os coronéis, os marajás da BM como muitos dizem, fazem jus, após 30 anos de serviço, a ?polpudos? R$ 7 mil. Dos soldados, nem falamos em números, basta frisar que são os mais mal pagos do país.


Chega de hipocrisia, queremos aumentos explícitos, pois explícita está a miserabilidade salarial dos brigadianos!


Coronel da Brigada Militar

Presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dois pesos e duas (talvez mais) medidas


Amigos eu pensei que a bagunça fosse menor, mas vejam só: Faz tempo que alertamos, protestamos, reclamamos, berramos etc., sobre as promoções e aposentadorias compulsórias de alguns oficiais na PMPE e no CBMPE, agora depois de tantos desmandos e desavenças a justiça reconheceu o direito do Coronel Dickson, que fora aposentado na marra, quando estava prestes a ser promovido, e lhe tomaram as estrelas à época, assim como fizeram como coronel Paiva no Corpo de Bombeiros, mas ainda não reconheceram o direito dele que é análogo ao do CEL Dickson.

Então mais uma vez o governo Eduardo Campos mostra como é ambíguo, que sua assessoria não tem zelo pelas questões do estado e muito menos dos servidores e militares do estado, deixando as corporações nestas situações vexatórias, anotem para ficar no anais das instituições, pela primeira vez em nossa história, o comandante geral e chefe do estado maior da PMPE (sub-comandante) ficaram como excedentes, figura que foi extinta pelo governo Jarbas, será que neste caso não deveria acontecer uma outra coisa que não existe: "DESPROMOÇÃO"?

Sinceramente, estão acabando com as corporações diante de nossos olhos e ninguém da cúpula nada diz ou faz, estamos registrando tudo isso para contarmos aos futuros oficiais e praças, para que lembremos os nomes dos omissos e façamos diferente, óbvio que se ainda existirmos enquanto corporação, pois por mais otimistas que somos estamos de cara com uma terrível realidade e letargia dos nossos companheiros.

Dois pesos e duas (talvez mais) medidas...


ATOS DO DIA 02 DE SETEMBRO DE 2008.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso de suas atribuições RESOLVE:

Nº 2641 - Promover ao Posto de CORONEL do Quadro de Oficiais Policiais Militiares (QOPM), pelo critério de ANTIGUIDADE, de acordo com o artigo 21, da Lei nº 6.784, de 16 de outubro de 1974, o Tenente Coronel PM DICKSON FRANKLIN ALVES DE LIMA, matrícula nº 01488-5, conforme Parecer nº 09, de 09 de julho de 2008, da Procuradoria Geral do Estado, com efeito retroativo a 21 de abril de 2007

Nº 2642 - Promover ao Posto de CORONEL do Quadro de Oficiais Policiais Militiares (QOPM), pelo critério de MERECIMENTO, de acordo com o artigo 22, da Lei nº 6.784, de 16 de outubro de 1974, o Tenente Coronel PM JOSÉ CARLOS DA SILVA, matrícula nº 1690-0, conforme Parecer nº 09, de 09 de julho de 2008, da Procuradoria Geral do Estado, com efeito retroativo a 21 de abril de 2007

Nº 2643 - Tornar excedente de 21 de abril de 2007 a 21 de agosto de 2007, o Coronel PM JOSÉ LOPES DE SOUZA, matrícula nº 1506-7, de acordo com inciso III do artigo 80 da Lei nº 6.783, de 16 de outubro de 1974, e alterações, conforme Parecer nº 09, de 09 de julho de 2008, da Procuradoria Geral do Estado.

Nº 2644 - Tornar excedente de 21 de agosto de 2007 a 21 de abril de 2008, o Coronel PM DANIEL FERREIRA DE LIMA, matrícula nº 1699-3, de acordo com inciso III do artigo 80 da Lei nº 6.783, de 16 de outubro de 1974, e alterações, conforme Parecer nº 09, de 09 de julho de 2008, da Procuradoria Geral do Estado.

Nº 2645 - Tornar excedente de 21 de abril de 2008 a 04 de julho de 2008, o Coronel PM SINDALVO MACIEL DA SILVA, matrícula nº 1697-7, de acordo com inciso III do artigo 80 da Lei nº 6.783, de 16 de outubro de 1974, e alterações, conforme Parecer nº 09, de 09 de julho de 2008, da Procuradoria Geral do Estado.

Fonte: http://www.fisepe.pe.gov.br/cepe/materias2008/set/gov030908.htm

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O período do Coronel Meira

Do Blog do Instituto Maurício de Nassau

Recebi dados, por meio de um pombo, que mostram que no período que o Coronel Meira esteve à frente da Diretoria de Operações da Polícia Militar, os homicídios foram reduzidos em Recife e na Região Metropolitana. Obtive, ainda, a informação de que o Coronel Meira entregou ao Governo do Estado um plano de segurança.

Até hoje tenho curiosidade em saber quais os motivos que fizeram com que o Coronel Meira solicitasse a sua aposentadoria. Alguns afirmam que os motivos foram as promoções dos oficiais. Pois, de acordo com as portas e janelas dos quartéis, a política interfere nas promoções. Outros, afirmam que uma complexa trama política provocou o afastamento do Coronel. Alguém sabe os motivos?

A seguir, apresento os dados que recebi do pombo. A fonte deles, segundo o documento, é a SDS e a PMPE. Avaliem!

ROUBO A PESSOAS

 Redução em 8% de Maio/07 para Junho/07;
 Redução em 8% de Junho/07 para Julho/07;
 Redução em 16% de Maio/07 á Julho/07
 Em apenas dois meses (07MAI07 à 13JUL07) “os índices de redução” proposto no Pacto pela Vida, foram atingidos.

* Dados tabulados junto à SIE/DGO - PMPE (Seção de Inteligência e Estatística da Diretoria Geral de Operações)
HOMICÍDIOS

 Redução em 5% de Maio/07 para Junho/07;
 Redução em 13% de Junho/07 para Julho/07;
 Redução em 18% de Maio/07 á Julho/07
 Em apenas dois meses (07MAI07 à 13JUL07) “o índice de redução de HOMICÍDIOS” proposto no Pacto pela Vida, foi atingido e superado, mostrando claramente que o fator 12%, não vem a ser um índice utópico;

Dados SDS/PE.

Fonte: http://www.institutomauriciodenassau.com.br/blog/624/