Mostrando postagens com marcador salários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salários. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Negociação salarial retomada pelas associações


Entidades entregam proposta

As negociações salariais dos policiais e bombeiros militares continuam. Na manhã desta quinta-feira (04/11), líderes de entidades representativas estiveram reunidos no Quartel do Comando Geral e entregaram uma proposta, a qual foi elaborada em conjunto, com o objetivo de atender a Praças e Oficiais, Ativos, Inativos e pensionistas (segue em anexo).

O documento foi elaborado pelas seguintes entidades: Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACS – PE), Associação dos Subtenentes e Sargentos (ASSPE), Associação dos Militares Estaduais (AME- PE), União dos Militares do Brasil (UMB) e Força Única.

O consenso entre as entidades é a implantação do subsídio, tal qual já acontece em estados como Paraná, Bahia e Paraíba. Desta forma, acabam os “penduricalhos”, ou seja, as gratificações que apenas são percebidas na Ativa, prejudicando o policial e o bombeiros na Inatividade.

Importante lembrar que em meados de março, o Governo do Estado assumiu com as entidades, o compromisso de retomar as negociações salariais em novembro, após as eleições. A primeira reunião aconteceu na semana passada, na qual foi repassada a existência de pelo menos duas propostas, as quais ainda deverão ser analisadas. A expectativa é que tudo seja definido até o dia 22 de novembro, prazo limite de envio de projetos a serem votados na Assembléia Legislativa.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Coronel gaúcho tenta barrar lei que anistia PMs

Coronel gaúcho tenta barrar lei que anistia PMs

João Carlos Trindade é contrário a projeto aprovado no Congresso

Marcelo Gonzatto | marcelo.gonzatto@zerohora.com.br

Sob a coordenação do coronel gaúcho João Carlos Trindade, comandantes das polícias militares estaduais de todo o país entraram em combate contra um projeto que anistia cerca de 3 mil policiais punidos por participar de movimentos reivindicatórios.

A orientação é pressionar o governo federal para que a proposta, já aprovada pelo Congresso, não seja sancionada.

Se entrar em vigor, a medida defendida por representantes de cabos e soldados resultaria na reintegração de pelo menos 300 PMs e bombeiros expulsos de suas corporações desde 1997, além de riscar das fichas funcionais dos envolvidos eventuais prisões e punições administrativas. Também eliminaria a condenação por crimes previstos no Código Penal Militar, como insubordinação e agressão, cometidos durante as mobilizações trabalhistas.

O projeto de lei beneficia especificamente policiais do Distrito Federal e de oito Estados: Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará e Santa Catarina. O Rio Grande do Sul não faz parte da lista porque os poucos castigos aplicados devido a uma mobilização ocorrida em 1997 foram solucionados ainda na época.

O militar gaúcho coordena a frente antianistia por ser o presidente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares e se dizer preocupado com o impacto nacional da medida. Trindade argumenta que a concessão da anistia aos policiais que participaram de paralisações ou manifestações por melhores salários e condições de trabalho compromete os princípios de "hierarquia e disciplina" de todas as instituições estaduais do país e abre um precedente temeroso.

- Esse projeto é um coice no ordenamento jurídico. Se alguém se sentiu injustiçado, tinha uma série de recursos à disposição. O que não é para passar uma régua geral, valendo para todo mundo -, critica o comandante.

Por isso, encaminhou ofícios ao Ministério da Justiça e à Presidência da República defendendo o veto ao projeto de lei 3.777/08. Também enviou um documento para os comandantes militares dos demais Estados, pedindo que os colegas pressionem o governo federal. No texto, diz que a aprovação da lei "pode incentivar movimentos de anarquia e de sublevação da ordem dentro das corporações militares".

- São 27 comandantes de polícia, e 23 de bombeiros. Todos já estão se mobilizando, enviando ofícios e procurando políticos. Se o projeto for sancionado, vamos entrar com uma ação de inconstitucionalidade -, revela Trindade.

O presidente da Associação Nacional das Entidades de Classe de Cabos e Soldados das Polícias Militares e Bombeiros Militares do Brasil, o também gaúcho Leonel Lucas, sustenta que a anistia é uma bandeira dos praças de todo o país há vários anos e visa a reparar o que consideram injustiças.

- Estes policiais estavam na luta para melhorar salários e o bem-estar de suas famílias. Não foram punidos por furto ou por roubo, mas por participarem de manifestações. Alguns oficiais pensam que são donos das polícias -, argumenta.

Procurado por Zero Hora na tarde de quarta-feira, o Ministério da Justiça não se manifestou sobre o assunto.


Os efeitos práticos da medida


- Elimina o registro de punições, como prisões, aplicadas a cerca de 3 mil policiais militares de oito estados e do Distrito Federal desde 1997;

- Outros castigos aplicados à época também deixam de constar das fichas funcionais, e condenações por crimes previstos pelo Código Penal Militar são anuladas;

- Permite o reingresso de mais de 300 policiais, conforme estimativa a Associação Nacional de Cabos e Soldados, expulsos por participarem de movimentos reivindicatórios;

- Permite ações, por parte dos policiais castigados, pedindo reparação por eventuais prejuízos decorrentes da punição, como salários que deixaram de receber e promoções não recebidas.


O que diz o projeto


Art.1° — É concedida anistia a policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal punidos por participar de movimentos reivindicatórios

Art.2°— É concedida anistia aos policiais e bombeiros militares (...) punidos por participar de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho ocorridos entre o primeiro semestre de 1997 e a publicação desta lei (...)

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2764470.xml

Comentário:

Então amigos estamos vendo que os comandantes gerais estão contra a classe e contra os companheiros. Dá confiar num comando que é claramente inimigo dos seus subordinados?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Comissão Especial da PEC 300: Piso de R$ 4.500,00 para o Soldado e R$ 2° Tenente

Ótima notícia para todos:

Na tarde desta quarta-feira(25), a Comissão Especial da PEC 300 concluiu as discussões em torno do texto final do relator, Dep. Major Fábio, mantendo o piso atrelado ao salário da Polícia Militar do Distrito Federal, nao podendo este ser inferior a R$ 4.500,00 para o soldado e R$9.000,00 para os oficiais. Para a felicidade da categoria militar, o segundo destaque que pretendia suprimir o Art. 2º do substitutivo, após acordo, foi rejeitado. Ele tornaria a PEC 300 muito frágil, pois a escala salarial dos policiais militares de Brasília não garante o salário almejado pela categoria. De todo modo, as principais metas da PEC estão asseguradas, em conformidade com o proposto na emenda conjunta dos deputados Capitão Assumção e Paes de Lira, com as seguintes vantagens:

  • Remuneração por subsídio;
  • Piso nacional para os policiais militares e bombeiros militares;
  • Fundo Federal para subsidiar o piso nacional;
  • Valores extensivos aos inativos e pensionistas;
  • Piso mínimo da polícia militar do Distrito Federal;
  • Piso imediato, a contar de 31 de dezembro de 2009, no valor de R$ 4.500,00 para o Soldado e R$ 9.000,00 para o 2º Tenente.

A luta continua. É preciso uma mobilização pacífica junto aos parlamentares e seus líderes para que a PEC 300 seja votada o mais rápido possível.

Assista abaixo o comentário do Deputado Paes de Lira gravado logo após a reunião da Comissão Especial:

Fonte: http://deputadopaesdelira.blogspot.com/2009/11/pec-300-vitoria-na-comissao-especial.html

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PEC 300 - Comissão aprova piso salarial de R$ 4,5 mil para PMs e bombeiros

Pois é amigos, acho que agora vai:

17/11/2009 20h27



Consolidada

Comissão aprova piso salarial de R$ 4,5 mil para PMs e bombeiros


Deputados se reúnem nesta quarta-feira para analisar e votar três destaques apresentados ao texto. Um dos destaques equipara os salários aos do DF.

A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08 aprovou nesta terça-feira relatório que define o piso salarial de R$ 4.500 para policiais militares e bombeiros. Também foi definido um segundo piso para o primeiro posto de oficial - 2º tenente - no valor de R$ 9 mil.

A comissão se reúne nesta quarta-feira para analisar e votar três destaques. Dois do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), autor da PEC, que reconstituem a proposta original com a retirada do piso e a equiparação com os salários do Distrito Federal. Outro destaque, do deputado Francisco Tenório (PMN-AL), inclui os policiais civis na proposta.

Concluída a análise na comissão especial, a PEC ainda precisará ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara e depois ser encaminhada ao Senado.

Inconstitucional
O texto original da PEC determina a equiparação dos salários de policiais e bombeiros de todo o País aos proventos recebidos no Distrito Federal. No entanto, o relator da proposta, deputado Major Fábio (DEM-PB), retirou esse dispositivo por considerar que a Constituição veda a equiparação salarial.

Ele observou ainda que não há como saber o valor exato dos vencimentos dos policiais militares no DF, porque as remunerações variam de acordo com a função exercida.

Mobilização
Major Fábio destacou que um policial militar que trabalha no Rio de Janeiro e ganha R$ 900, ao passar para o piso de R$ 4.500, vai poder dar melhores condições de vida para sua família, trabalhando com mais segurança.

"Essa PEC significa a mobilização de todos os policiais militares e bombeiros do Brasil", disse Major Fábio, que percorreu quase todas as capitais do País e viu "um movimento ordeiro como é característico dos policiais militares e dos bombeiros militares".

Fundo único
Faria de Sá, que vai tentar aprovar seu destaque na quarta-feira para reverter o texto, lembrou que os salários do DF já são pagos pelo Governo Federal, por meio de um fundo, que na sua opinião deve ser ampliado para todo o País.

O parlamentar argumenta ainda que a remuneração adequada é a melhor forma de acabar com os bicos de policiais e bombeiros e garantir a esses profissionais o direito de se capacitar e ficar mais tempo com sua família.

Conheça a tramitação de PECs

Notícias relacionadas:
Relator propõe piso de R$ 4,5 mil para PMs e bombeiros militares
Câmara aprova reformulação da carreira de PMs e bombeiros do DF
CCJ aprova plano de carreira e gratificação para PM do DF
CCJ admite nivelar por cima salário de PMs e bombeiros do País

Reportagem - Karla Alessandra/Rádio Câmara/SR

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br

Fonte: http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=143021

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lula reajusta em 68,4% salário da Polícia Militar do DF

Mais combustível para nosso PEC 300, e piso salarial nacional:

Diante de uma plateia de policiais militares e bombeiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (6) a lei que estabelece o novo plano de carreira para a Polícia Militar do Distrito Federal, que significará de imediato em um aumento de 68,4% nos salários dos profissionais.

O policial militar (PM) de Brasília já tinha a melhor remuneração do país da categoria. Agora, na capital, o PM em início de carreira ganhará, líquido, R$ 4.000. Em Estados como Alagoas, Pernambuco, o salário inicial não chega a R$ 900.

Depois de colocar um capacete de bombeiro do Distrito Federal e ser ovacionado diversas vezes por cerca de sete mil militares, Lula admitiu que o reajuste será um "risco" pois os policiais de outros Estados não terão o mesmo aumento. "Nós corremos um risco viu, Arruda? Porque, a partir do que aconteceu em Brasília, vamos ter outros Estados querendo", disse o presidente ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

"Eu sei que muitos aqui já mandaram cartinhas, telegramas e telefonaram para os companheiros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte para dizer: 'olha, aqui nós conseguimos pô vamos em frente'", disse.

Lula ressaltou que é "importante levar em conta o poder do cofre dos Estados". "Nem todo Estado pode dar a mesma condição de Brasília", completou. O que o presidente Lula não disse em seu discurso é que, diferentemente de outras unidades da Federação, quem paga os salários dos policiais militares de Brasília é o governo federal.

Lula disse que queria a "compreensão" da plateia para a questão da falta de reajuste nos Estados e sinalizou que uma mudança de salário em outras unidades só ocorrerá em outro governo. "Se o País continuar crescendo no próximo ano, em 2011 e 2012, a gente vai poder fazer uma concertação para que todos possam viver com dignidade e respeito", disse.

O presidente levou a tiracolo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que ajudou a elaborar o projeto, que virou lei, e que é sua candidata preferida para a disputa presidencial de 2010. Dilma, também bastante aplaudida pelos militares, ressaltou a importância do novo salário deles para suas famílias.

Com o novo plano de carreira, no Distrito Federal, a carreira de policial militar e bombeiro passa a ser de nível superior. Quem já está na profissão terá incentivo para fazer a faculdade.

Fonte: Agência Estado

http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2009/11/06/lula-reajusta-em-684_porcento-salario-da-policia-militar-do-df-204783.php

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Policiais Militares querem reajuste explícito!

Policiais Militares querem reajuste explícito!


* Jorge Luiz Prestes Braga


Ao passo que os juízes e promotores públicos estão a pleitear aumentos disfarçados em vantagens pessoais, os brigadianos querem o direito a um reajuste de vencimentos que lhe é de direito. Há poucos dias atrás, o Governo encaminhou e a Assembléia Legislativa RS aprovou reajuste para os Delegados de Polícia, com isso aumentou o fosso salarial entre eles e os Oficiais da Brigada Militar, os quais estão a quatorze anos sem aumento salarial.


Como se não bastasse, no mesmo projeto discriminatório, foram aquinhoados com aumento salarial os membros do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Assembléia Legislativa. Todos com salários colocados entre os mais altos do Estado. Como podemos nós, também funcionários públicos conviver com tão humilhante descaso?


Invariavelmente, todos os governos destacam os bons serviços prestados pela Brigada Militar, porém no momento de reconhecer a necessidade de corrigir salários, os quais se situam entre os mais baixos do país, omitem-se vergonhosamente. Estamos a cada dia criando uma legião de policiais mal pagos, envolvidos em atividades paralelas para sobreviver de maneira digna e que, rotineiramente, lhes custa a vida.


Os policiais militares querem reajuste salarial que lhes possibilite sobreviver dignamente. Queremos que o Governo e a sociedade reconheçam e dêem a real importância a atividade de Segurança Pública.


É lamentável a utilização de subterfúgios por parte dos juízes e promotores para ver majorados seus salários já atualizados com a concessão do subsídio, o qual aglutinou seus ganhos em valores iniciais que beiram aos R$ 20 mil.


Só para constar, o salário inicial de um Capitão, cujo ingresso na Brigada Militar se dá com o mesmo requisito exigido para as demais carreiras jurídicas, beira a soma ?astronômica? de R$ 4 mil. E os coronéis, os marajás da BM como muitos dizem, fazem jus, após 30 anos de serviço, a ?polpudos? R$ 7 mil. Dos soldados, nem falamos em números, basta frisar que são os mais mal pagos do país.


Chega de hipocrisia, queremos aumentos explícitos, pois explícita está a miserabilidade salarial dos brigadianos!


Coronel da Brigada Militar

Presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Eduardo da Fonte apóia a PEC 300



Eduardo da Fonte apóia a PEC 300


O deputado pernambucano Eduardo da Fonte (PP) está trabalhando para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que propõe equiparar a remuneração dos Bombeiros e Policias Militares de todo o país com os praticados hoje pelo Distrito Federal, seja votada o mais breve possível no Plenário da Câmara dos Deputados. O piso remuneratório vale também para os policiais militares inativos.


Da Fonte disse que é importante valorizar e dar condições para que os policiais possam trabalhar nesta árdua profissão, “Gostaria de reafirmar meu compromisso com a PEC 300, porque tenho a convicção dos direitos do corpo militar brasileiro e tenho a certeza que com isso os militares vão ter um salário justo e digno para que possam continuar defendendo o povo brasileiro”.

Mobilização Nacional

A votação da PEC no plenário está mobilizando Bombeiros e Policiais Militares de todo o Brasil. Na próxima terça-feira, dia 25, em Pernambuco haverá uma caminhada a favor da PEC, que vai reunir 5.000 policiais, bombeiros e familiares.


Frente Parlamentar

A Frente Parlamentar em Defesa dos Policiais e Bombeiros Militares (FREMIL) tem como objetivo a participação na elaboração das propostas orçamentárias destinadas à Segurança Pública com o objetivo de impedir a redução dos investimentos na segurança pública às crescentes demandas do setor.

Fonte: http://www.eduardodafonte.com.br/?p=1480

PEC 300 NÓS ACREDITAMOS




PEC 300 NÓS ACREDITAMOS



Hoje é o grande dia da nossa caminhada pela PEC 300, devemos permanecer todos juntos e unidos, a PEC 300 é um luta de toda nossa categoria, oficiais e praças, ativos e inativos inclusive as pensionistas.



Devemos buscar mais apoios, temos agora o forte voto do Deputado Federal Eduardo da Fonte, que faz parte da Comissão de Orçamento Público na Câmara Federal, e está engajado em nossa luta

sábado, 22 de agosto de 2009

Deputado Federal Eduardo da Fonte apoia a PEC 300

O Deputado Federal por Pernambuco, Eduardo da Fonte (PP) declara a poio aos servidores militares em defesa da PEC 300 e melhorias salariais:






sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Policiais militares da Bahia deflagram hoje operação "Polícia Legal"


De acordo com jornal "A TARDE Online", a partir das 19h desta quinta-feira, 06/08/09, policiais militares da Bahia dão início à operação "Polícia Legal". A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta manhã e significa que os agentes de segurança vão cumprir à risca a Constituição Brasileira que impede o uso de viaturas com irregularidades e atuação sem armamento apropriado e capacitação, entre outros ítens, como vem ocorrendo, de acordo com o diretor da Associação de Praças e Soldados da PM, Fábio Brito. De acordo com Brito, nenhum PM na Bahia fez curso para dirigir viatura de emergência, conforme determina o Código de Trânsito, por isso nenhuma viatura vai sair às ruas durante a operação. "O policiamento ostensivo e de rádio-patrulha está 100% prejudicado com a operação", afirmou o diretor da Associação de Praças e Soldados. Ele também diz que apenas 15% dos coletes à prova de balas estão dentro do prazo de validade. A categoria, que conta com efetivo de 30 mil agentes, também reivindica o pagamento do salário de R$4 mil. Atualmente, eles recebem R$1,7 mil, de acordo com o diretor da Associação. Os policiais argumentam que o governo não quer negociar. Parte dos policiais que participaram da assembleia, liderados por Marcos Prisco, presidente da Associação de Praças e Soldados da PM, seguem em passeata dos Dendezeiros até a Calçada.
Fonte: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1202599

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Kassab quer pagar extra de 100% a PM para evitar 'bico'

Kassab quer pagar extra de 100% a PM para evitar 'bico'

Em São Paulo

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) enviou ontem à Câmara Municipal um novo texto que cria gratificações de até 100% sobre o salário de oficiais da Polícia Militar (PM) que trabalham em batalhões de São Paulo. A gratificação via município para um servidor estadual da corporação já é adotada em São Caetano, no interior paulista, e vale somente para os profissionais ativos. O governo defende que o bônus poderá acabar com os "bicos" realizados por policiais fora do horário de trabalho para aumentar seus vencimentos.

Pelo projeto, a gratificação de 100% será aplicada para as seguintes patentes: coronel, tenente-coronel, major, capitão, 1º tenente e 2º tenente. O índice de até 70% poderá incidir sobre os vencimentos de subtenente, 1º sargento, 2º sargento, 3º sargento, cabo e soldado.


De acordo com uma pesquisa de 2007 da Associação de Cabos e Soldados, 80% dos 70 mil policiais do Estado - ou 56 mil PMs - faziam serviço extra para complementar o salário. Na capital, conforme cruzamento de dados de escala de trabalho, remuneração e o relato de funcionários da PM, havia três vezes mais policiais fazendo bico do que no patrulhamento de rua. No projeto, o governo municipal não fez uma estimativa do impacto que as gratificações podem causar no orçamento. Se a proposta for aprovada pelo Legislativo, um decreto da Prefeitura terá de regulamentar como serão feitos os pagamentos. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/08/05/ult4469u44493.jhtm

sábado, 1 de agosto de 2009

CAMINHADA PELA PEC 300

Convocamos todos os Bombeiros, Policiais militares ativos e inativos, bem como a família dos servidores militares e demais amigos e simpatizantes para a grande caminhada e ato público em defesa da PEC 300, emenda que iguala o salário dos servidores militares de todo país aos dos integrantes da POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL.


TABELA VENCIMENTOS DA PM DO DISTRITO FEDERAL - REF. 2008.

Este é o salário que você merece ganhar!

Coronel - 15.355,85
Tenente Coronel - 14.638,73
Major - 12.798,35
Capitão - 10.679.82
1º Tenente - 9.283,56
2º Tenente - 8.714,97
Aspirante - 7.499,80
Sub Tenente - 7.608,33
1º Sargento - 6.784,23
2º Sargento - 5.776,36
3º Sargento - 5.257,85
Cabo - 4.402,17
Soldado 1a. Cl - 4.129,73
Soldado 2a. Cl - 3.031,38



Data: 25 de agosto de 2009

Hora: A partir das 13 horas

Local: Praça do Derby

Divulgue e compareça devemos estar todos unidos, praças e oficiais, mesmo que algumas falsas lideranças não queiram essa união esse é o desejo da maioria.

CONTAMOS COM VOCÊ!






domingo, 21 de dezembro de 2008

Lembranças de 1997, pouca coisa mudou...

Revista Veja de 30 de Julho de 1997

Perfil do PM

O fardo da farda

Sem dinheiro e com baixa escolaridade, os PMs são
a cara do brasileiro médio, mas vivem rotina de morte

Joaquim de Carvalho e Manoel Fernandes, do Recife

Tenente-coronel Nóbrega, da PM de São Paulo, comandante com 5600 reais de salário: "Alguns oficiais nunca se sentaram num banco de viatura"
Foto: Antonio Milena

A farda é um símbolo tão fundamental para os militares quanto a batina para o clero -- indica a camaradagem entre iguais e a diferença em relação aos outros. Os movimentos grevistas que contaminaram as polícias militares de vários Estados, no entanto, mostraram que a farda se reduziu a apenas aquilo que é: uma roupa. Os 360.000 PMs que existem em todo o país assistiram à mais ampla mobilização da corporação desde a época do império e deflagraram os mais duros questionamentos à política de enxugamento da máquina administrativa do presidente Fernando Henrique Cardoso. Deixaram claro que estão iguais demais ao brasileiro médio. Ganham como ele, acreditam nas mesmas coisas, são tão escolarizados quanto. Não é difícil entender, por isso, por que se consideram no direito de fazer greve: os sem-farda também podem. Em pesquisas realizadas pelas PMs de diferentes Estados, como São Paulo e Pernambuco, constatou-se que a escolaridade média do soldado da PM é baixa (1º grau), e é crescente o número de praças que se convertem à religião evangélica. Em Minas Gerais, os policiais das religiões protestantes, pentecostais e não pentecostais, chegam a 20% da tropa. Em Pernambuco, esse índice é de 15%. Nos quartéis, o alcoolismo é um problema tão sério quanto nas residências de boa parte dos paisanos. Mas o que mais aproxima os homens de farda do cidadão comum é o salário. Os vencimentos variam muito de Estado para Estado, mas nas regiões onde ganham mais, como Brasília, o salário bruto dos soldados não chega a 800 reais.

"Como um cão" -- Comparado com o de outras categorias do serviço público, como professores primários, não é dos piores. Com uma diferença essencial. Quando um soldado se despede da família para ir trabalhar, o risco de que não retorne vivo é 100% maior que o de uma enfermeira ou qualquer outro funcionário público civil, com índice de baixa em serviço praticamente nulo. Em Pernambuco, onde na sexta-feira da semana passada os policiais militares completaram dez dias de greve, a morte foi um item da pauta de negociações com o governo de Miguel Arraes, do PSB. No ano passado, morreram 44 policiais, quatro deles defendendo agências bancárias. "Exigimos do governo coletes melhores que os atuais, que não resistem a balas de pistola automática", diz o soldado Moisés Florêncio de Oliveira, um dos líderes da paralisação. Moisés recebe 300 reais por mês -- 40 reais a mais que o salário médio dos praças. Em quinze anos de carreira militar, coleciona feitos gloriosos. Salvou uma moça de estupro ao atirar contra seu agressor, prendeu ladrões de lojas e, no ano passado, quando fazia a ronda dos bancos, evitou que a agência do Banco do Brasil no centro da cidade fosse assaltada, afugentando os ladrões a bala.

Um tal currículo de heroísmo, no entanto, não salva praças como Moisés da suprema humilhação. Os mesmos homens que arriscam a vida para proteger o patrimônio dos bancos são impedidos pela maior parte das agências no Recife de usar a cozinha para almoçar. É o banco que paga a alimentação, servida em marmitex, mas o policial tem de se virar na rua para encontrar um lugar onde possa comer sossegado. "Uso os estacionamentos", conta o policial. "Alimento-me como um cão, no meio-fio." Mas não foi esse tipo de tratamento que levou Moisés a se transformar, em setembro do ano passado, num dos fundadores da Associação dos Cabos e Soldados, entidade com declarado objetivo sindical que reivindica salários melhores, mais segurança e mudanças no regime disciplinar dos quartéis. Um de seus melhores amigos, o soldado Ivo Alves da Silva, com 33 anos, morreu porque morava num casebre vizinho ao do assaltante. "O ladrão o matou porque foi reconhecido", afirma. Ivo deixou para sua família uma pensão mensal de 74 reais, o valor do seu salário-base, o chamado soldo, e nada mais.

Cabo Moacir Silva, 25 anos de PM em Pernambuco, 318 reais por mês, salário menor que o dos motoristas de ônibus: "Amo minha corporação, mas me envergonho do meu salário"

Foto: Egberto Nogueira

Nas manifestações que os policiais militares promoveram pelas ruas de algumas das principais capitais, paisanos gritaram slogans contra os governos estaduais, jogaram papel picado sobre os grevistas, saudaram as tropas amotinadas, confraternizaram-se com elas. É uma reação inesperada, depois de episódios como a tortura e a morte na favela Naval, de Diadema, e a chacina de meninos de rua na Igreja da Candelária, no Rio. A explicação para a solidariedade está na geografia social do país -- onde o PM é a última franja do Estado, e muitas vezes ali deixa uma marca que é difícil esquecer. São atos como o do soldado Vítor Loredo de Oliveira, de 31 anos. Há dois anos, ele estava em um ônibus de Porto Alegre quando três ladrões se levantaram de seus lugares apontando armas para o motorista e os passageiros. Oliveira, mesmo fora de seu horário de serviço, sacou rápido o revólver Rossi, calibre 38, e atirou. Saldo da ação: um ladrão morto, outro tetraplégico e o terceiro ferido. Promovido a cabo por ato de bravura, Oliveira foi chamado de herói pelo governador do Estado, Antônio Britto, do PMDB, e pelos jornais locais. Mas pouco lhe valeu. O herói Oliveira recebe 480 reais por mês e não consegue pagar todas as suas contas. A do armazém está um mês atrasada.

Comportamento excepcional -- Trata-se de uma perigosa proximidade com a miséria. "Amo a corporação, mas me envergonho do meu salário", afirma o cabo da PM de Pernambuco Moacir Alves da Silva, que depois de 25 anos de corporação só consegue levar para casa no final do mês um salário de 318 reais. É muito pouco mesmo. Na comparação com outras profissões, o policial de Pernambuco perde. Um caixa de banco em início de carreira recebe 418 reais e os seguranças das empresas particulares, 350. De um lado, dependendo dos salários e benefícios que o soldado recebe, começa a valer a pena sair da corporação. Em Pernambuco, há seis anos, uma greve de motoristas obrigou o governo a colocar soldados e cabos para dirigir os ônibus. Quando terminou a paralisação, pelo menos uma centena de policiais não quis retornar aos quartéis e se apresentou às empresas de ônibus em busca de uma vaga. De outro lado, corre-se o risco da quebra de hierarquia. É difícil para um PM acatar a ordem de reprimir trabalhadores sem-teto, quando ele próprio é um. Com salário líquido de 320 reais, há dois meses o soldado Anibaldo Ferreira de Souza, de 42 anos, casado, uma filha, se juntou a um grupo de 200 colegas de farda para invadir o Morro da Embratel, em Porto Alegre. Trata-se de uma área pública onde até pouco tempo atrás a PM criava porcos para alimentar as tropas. As casas que já existiam ali são mais precárias do que muitos barracos de favela. Os moradores puxaram a luz da casa de um policial que fica no pé do morro. Como não há banheiro, as famílias dos soldados usam uma fossa coletiva. Essa situação indigente fez com que, na terça-feira da semana passada, chamada a desocupar um terreno invadido por militantes do Movimento dos Sem-Terra, a tropa de choque protagonizasse uma cena inédita. Ao receber ordens para não entrar em confronto, cerca de vinte de seus integrantes deixaram a área tão aliviados que, a caminho do quartel, aplaudiram os invasores. "A situação deles é péssima. Vivem em situação de miséria. Como os PMs", disse o soldado Marcelo Farias, de 29 anos. Do outro lado, o líder da invasão e diretor do MST no Rio Grande do Sul, Dionilso Marcon, 32 anos, também foi gentil: "Nenhum PM está aí porque quer. Eles cumprem ordem do governo. O caso deles é de desespero. Eles até estão calmos demais com a situação em que vivem. A família deles passa fome e ao mesmo tempo eles têm de controlar um povo faminto. A gente está no mesmo barco. A diferença é que eles carregam um revólver na cinta".

Apesar de o salário não ser uma maravilha, do equipamento, ruim como é de imaginar, e dos riscos, imensos, não é fácil virar um PM. A Polícia Militar exige que, ao ser admitido em seus quadros, o policial tenha bom comportamento. Isso significa que, verificados os arquivos da Justiça e da polícia, nada tenha sido encontrado que o desabone -- uma simples autuação por dirigir sem carteira é suficiente para barrá-lo no exame. Ao longo da carreira, o policial vai ganhando ou perdendo pontos. Num extremo, pode-se tornar pessoa de "comportamento excepcional". Em outro, de "mau comportamento". Quando é essa a situação, o militar pode até ser expulso da tropa. Curioso é que, de maneira geral, crimes como homicídios não são levados em consideração na avaliação do comportamento. Um policial como Otávio Gambra, o Rambo da favela Naval de Diadema, tinha duas acusações de homicídio e duas de tortura, mas até ser preso constavam apenas três punições de caráter administrativo, uma delas por chegar atrasado ao quartel.

Anibaldo Ferreira de Souza, soldado, 42 anos, com a família: há dois meses, uniu-se a mais 200 colegas para invadir um terreno público
Foto: Liane Neves

"Efeito Diadema" -- "É mais provável que na PM alguém seja punido por estar com a bota suja e não por ter matado alguém sem uma razão forte. Hoje a maior parte das punições dos PMs é por transgressões como casar sem pedir autorização e fumar na frente de um oficial", diz Benedito Mariano, ouvidor da polícia de São Paulo. O quadro que o ouvidor descreve é rico em ensinamentos: mostra uma corporação em que a arrogância e o autoritarismo dos superiores -- ocupados com a bota suja -- têm mais peso que a preocupação em melhorar o atendimento à população. Além das conquistas salariais, o movimento dos PMs deixou os policiais em estado de graça. "Há dois meses, por causa das cenas do Rambo em Diadema, a população olhava para nós como se estivesse diante de um bandido. Agora, quando fazemos passeata, ela joga papel picado e aplaude. Era disso que estávamos precisando", diz um dos líderes da greve em Pernambuco, o soldado Marcos Galindo. Na próxima quarta-feira, dia 30, a Ouvidoria da Polícia de São Paulo vai divulgar o relatório das denúncias recebidas no segundo trimestre e traz novidades provocadas, de acordo com o ouvidor Benedito Mariano, pelo "efeito Diadema". "Pela primeira vez o abuso de autoridade é a principal denúncia do trimestre (normalmente é falta de policiamento ou ponto de drogas)", diz Mariano. Também dobraram as denúncias de homicídio envolvendo PMs -- foram dezessete entre janeiro e março -- e de tortura -- 24, no mesmo período.

Além de pequenos delinqüentes, a PM possui criminosos de alta periculosidade. Um deles é o mineiro Marco Antônio Ribeiro dos Santos, que sonhava com a carreira fardada desde menino e se tornou um assassino cruel depois de iniciar a carreira policial. Caçula entre quatro irmãos, teve infância humilde. A família vivia dos parcos rendimentos do pai, que era motorista de caminhão. Mesmo assim, conseguiu concluir o 1º grau. Em 1989, aos 19 anos de idade, foi admitido no curso de recrutas da polícia. Seis meses depois estava formado e trabalhando no policiamento do trânsito no bairro Eldorado, em Contagem. Com dois anos de farda já virara assaltante e tinha dois homicídios em sua folha corrida. Hoje, aos 28 anos, Marco Antônio está preso na penitenciária de segurança máxima de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde cumpre pena de 45 anos. Seguidor da Igreja do Evangelho Quadrangular, é visto orando durante boa parte do dia. "Peço para Ele me tirar daqui", afirma. A PM não é feita de pessoas como ele e Rambo, mas preocupa a freqüência com que produz gente assim. O mais temido assaltante de carro-forte do interior do Nordeste é Jorge Grampão, ex-policial que há quatro anos trocou de lado. O mais conhecido comandante de esquadrão da morte de São Paulo é o Cabo Bruno. Há duas décadas, comparar a PM com a Polícia Civil era fazer um exercício inútil -- pois os defeitos do pessoal de farda eram sempre mais leves que os dos paisanos. Agora a diferença diminuiu, e não é porque a Polícia Civil melhorou. Foi a PM que piorou.

José Zanicoski, aluno do curso de soldados em Curitiba, abandonou a faculdade de engenharia civil para vestir farda: "Aqui tenho possibilidade de fazer carreira"

Foto: Jader da Rocha

Delinqüência, deserção e quebra de hierarquia, contudo, seriam problemas contornáveis com salários decentes e punições exemplares. A PM do Paraná, por exemplo, cujos vencimentos médios somam 668 reais, a terceira melhor remuneração do país, tem de se haver com um desafio dos bons. No último concurso de admissão no Paraná, realizado em maio deste ano para preencher 175 vagas nos batalhões de polícia rodoviária e de trânsito, houve 9.728 candidatos -- uma relação de quase 56 interessados por vaga. A dúvida foi escolher os excelentes dentre um universo grande de bons e ótimos. O paranaense José Fernando Zanicoski, 27 anos, largou o curso de engenharia civil na PUC de Curitiba para prestar concurso e virar soldado. Hoje, como soldado-aluno, a patente mais baixa na hierarquia da PM, ele recebe salário bruto de 668 reais. A fase de aprendizado dura seis meses. Ao final dela, Zanicoski ganhará soldo de 735 reais, terá direito a assistência jurídica, médica e odontológica. Seu objetivo é prestar concurso para a academia de formação de oficiais, cujo inicial é de 2054 reais. "Não me arrependo de ter largado a engenharia. A concorrência nesse setor é muito grande e os salários, baixos. Além disso, teria de gastar todo mês, até me formar, os 550 reais da mensalidade escolar."

Há mais um monte de benefícios. Num país com criminalidade alta, a carteira de policial é um passaporte valioso para clubes, estádios de futebol, parques de exposição e shows. Quando sua presença se torna constante em estabelecimentos comerciais, os proprietários, agradecidos, não cobram a pizza nem o café. "É preciso não confundir esses favores com a corrupção, mas que a carteirada existe existe", diz o tenente-coronel Antônio Neto, da PM de Pernambuco.

O cabo Vítor Loredo de Oliveira, gaúcho, salário de 480 reais: troca de tiros, vidas salvas e conta pendurada no armazém
Foto: Liane Neves

Há outras vantagens de ser PM, algumas modestas, como poder circular em ônibus de graça, e outras nem tanto. Num sistema de saúde cheio de buracos, os policiais possuem nos hospitais militares uma opção a anos-luz do SUS. Outros aspectos positivos são a possibilidade de carreira dentro da corporação e a estabilidade. Talvez sejam essas as razões pelas quais, embora reclamem que os salários estejam baixos, o número de pedidos de desligamento da Polícia Militar é dez vezes menor do que em qualquer organização da iniciativa privada. E isso em qualquer uma das PMs.

Com exceção de Minas Gerais, as PMs do Brasil nasceram por decreto de dom João VI, a partir de 1808, quando ele se instalou no Brasil com a família. Ou seja, tanto quanto o Jardim Botânico, o Banco do Brasil e a imprensa, a PM nasceu como uma conquista da civilidade. Sua estrutura era enxuta e a função básica era policiar as ruas. Hoje, o policial mais valorizado não é aquele que garante a ordem pública, mas o que se especializou em abrir portas para autoridades em palácio. São os chamados oficiais-maçaneta, os grandes marajás da corporação, que chegam a embolsar até 30.000 reais por mês, têm aposentadorias de milionário americano que mora em Miami só por causa do calor e ainda gozam o direito de deixar uma polpuda pensão para a patroa e as filhas solteiras. Em São Paulo, coronéis que trabalharam apenas um dia no palácio do governo, na Assembléia ou em um tribunal acumulam tantas gratificações que elevam para 11.000 reais o salário médio da patente. Oficiais que levam a vida dura da carreira ganham metade disso. É o caso do tenente-coronel José Ferreira de Nóbrega, de 46 anos, comandante do 22º Batalhão da capital. Comandante dos policiais da Zona Sul, onde estão os bairros mais violentos de São Paulo, Nóbrega arrisca um palpite sobre uma das causas de os policiais estarem se rebelando. "Outros oficiais sabem falar várias línguas, fizeram curso no exterior, mas nunca se sentaram no banco de uma viatura", diz. Em palavras mais simples, os oficiais perderam a noção da realidade dos policiais, em que a rotina é de morte e o salário também.

Como fica a vida sem polícia

A greve da PM pernambucana, a primeira nos 172 anos da instituição, foi a senha para que punguistas, assaltantes e ladrões se movimentassem com toda a tranqüilidade pelo Recife. Também instaurou uma espécie de toque de recolher na capital pernambucana. Sem policiamento, aumentou a criminalidade, e a população, impotente, padeceu. A situação ruim, é certo, ainda assim esteve longe do caos alardeado pelos empresários que vendem serviços de segurança privada. Não houve a carnificina que chegou a ser noticiada em telejornais. Nos três primeiros dias da greve, quando os 1 000 homens do Exército ainda não estavam nas ruas, registraram-se quinze homicídios na região metropolitana do Recife. A média dos fins de semana é catorze. Os braços cruzados dos policiais pesaram mesmo na área que a polícia chama de crimes contra o patrimônio -- assaltos, roubos e furtos de veículo. Esses delitos somaram 118 nos cinco primeiros dias da paralisação, um aumento de 40% em relação a períodos normais. A conseqüência da insegurança foi que praticamente nenhuma loja se aventurou a abrir as portas depois das 5 da tarde. E mesmo os shoppings, que sempre têm seu serviço de guardas particulares, tiveram de fechar duas horas mais cedo. Faltou clientela. Os lojistas amargaram queda de até 40% nas vendas. As ruas ficaram desertas e os bares, vazios. Nem as aulas nas escolas públicas, que deveriam ter-se iniciado na semana passada, aconteceram. Os professores não deram as caras por medo da bandidagem sem repressão.

Como a Polícia Civil também aderiu à greve, o governo teve de pedir a duas casas funerárias que fizessem o recolhimento dos corpos no lugar dos funcionários do Instituto Médico-Legal. Nos hospitais da Restauração e Getúlio Vargas, as necrópsias eram feitas por apenas três médicos. O Detran alterou o tráfego em dez vias do centro da capital e, numa atitude inédita, convocou quarenta funcionários das companhias de saneamento, água e luz para multar os motoristas que ficaram ainda mais abusados com a ausência dos 400 patrulheiros que monitoram as ruas. A maior empresa de ônibus da cidade, a Borborema, transportou 160 000 passageiros durante a greve -- seu movimento normal é de 220 000. Também sofreu com os assaltos. Em épocas normais, a média é de um a cada dois dias. Entre sexta-feira e domingo da semana passada houve 21. Os supermercados reforçaram a segurança privada, mas até sexta-feira não havia sido registrado nenhum assalto ou saque, apenas duas tentativas frustradas. "Os policiais não têm o direito de nos deixar nesse estado de nervos", reclamava o desesperado presidente da associação de supermercados, Geraldo José da Silva.

Sem condições -- Foi a festa das empresas de segurança privada. No bairro de Rio Doce, em Olinda, a padaria Globo, que fica a 10 metros de um batalhão da PM, foi assaltada na tarde de terça-feira passada. O dono foi pedir ajuda aos soldados que guardavam o quartel. Ouviu apenas uma sugestão para que contratasse algum dos presentes como segurança. "Infelizmente não tivemos condições de atender a todos os pedidos", diz Isnar de Castro e Silva, diretor da Transval, uma das grandes empresas de vigilância da cidade. A Nordeste, a maior delas, fazia as vezes da polícia, com seus agentes portando escopetas calibre 12 em ações de intimidação.

No interior do Estado, alarmadas com o noticiário da capital, algumas cidades armaram barricadas para impedir os assaltantes de ultrapassar seus limites. Quem quisesse, na semana passada, entrar no município de Brejo da Madre de Deus, a 201 quilômetros do Recife, tinha de mostrar documentos, submeter-se a revista e dar explicações a grupos de moradores armados, a postos nas seis principais vias de acesso à cidade. Barricadas de areia também foram colocadas em frente dos bancos e homens armados -- civis, todos --, selecionados pela prefeitura, vigiavam os principais prédios.

Ricardo Novelino

Com reportagem de Andréa Barros e Ricardo Balthazar, de São Paulo,
Franco Iacomini, de Curitiba e
José Edward, de Belo Horizonte




Fonte: http://veja.abril.com.br/300797/p_030.html

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Veja a tabela de pagamento do 13º anunciada hoje


Veja a tabela de pagamento do 13º anunciada hoje


CAPITAL E INTERIOR
DIA/MÊS
ÓRGÃOS/SECRETARIAS

10 de novembro
Governadoria do Estado, Vice-Governadoria, Secretaria Especial da Casa Militar, Procuradoria Geral do Estado, Secretaria Chefe da Assessoria Especial do Governador, Secretaria de Administração, Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, Secretaria da Fazenda, Secretaria da Casa Civil, Secretaria Especial de Imprensa, Secretaria Especial Cultura, Secretaria Especial da Mulher, Secretaria Especial de Esportes, Secretaria Especial de Articulação Social, Secretaria Especial de Articulação Regional, Secretaria Especial de Juventude e Emprego, Controladoria Geral do Estado, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (Defensoria Pública), Secretaria de Planejamento e Gestão, Secretaria de Saúde, Secretaria de Defesa Social (Polícia Civil), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Secretaria de Transportes, Secretaria das Cidades, Secretaria de Recursos Hídricos, Secretaria de Turismo, DER, DETELPE, FUNDAC, FUNDARPE, UPE, FIDEM, CONDEPE, HEMOPE, ITEP e IRH.
(inativos)

11 de novembro
Secretaria de Defesa Social (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar)
, Secretaria de Educação/CPM, FEPPA, Pensões Especiais, Pensionistas de Prefeituras e Pensionistas. (inativos)

12 de novembro
Secretaria de Educação/CPM (ativos)

13 de novembro
Governadoria do Estado, Vice-Governadoria, Secretaria Especial da Casa Militar, Procuradoria Geral do Estado, Secretaria Chefe da Assessoria Especial do Governador, Secretaria de Administração, Secretaria de
Agricultura e Reforma Agrária, Secretaria da Casa Civil, Secretaria Especial de Imprensa, Secretaria Especial de Cultura, Secretaria Especial da Mulher, Secretaria Especial de Esportes, Secretaria Especial de Articulação Social, Secretaria Especial de Articulação Regional, Secretaria Especial de Juventude e Emprego, Controladoria Geral do Estado, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Planejamento e Gestão, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Secretaria de Transportes, Secretaria de Saúde, Secretaria de Turismo, Secretaria das Cidades, Secretaria de Recursos Hídricos, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (Defensoria Pública) e Secretaria da Fazenda. (ativos)

14 de novembro
Secretaria de Defesa Social (Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Polícia Civil)
, Médicos Residentes, DER, DETELPE, FUNDAC, FUNDARPE, FUNAPE, FACEPE, UPE, FIDEM, CONDEPE/AGPLPS, HEMOPE, ITEP, IPA, PERPART, CEHAB, EMPETUR, CPRH, AD/DIPER, ATI, Distrito Estadual de Fernando de Noronha e IRH (funcionários). (ativos)

PS:Os servidores que recebem através de cartão salário eletrônico poderão sacar nos caixas-eletrônicos do Banco Real.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Integração salarial com a Polícia Civil


Estamos lançando aqui nova campanha salarial para Integração salarial com a Polícia Civil, achamos um absurdo uma carreira análoga, pois ambos precisam ter o 2° grau e carteira nacional de habilitação para ingressar na PMPE/CBMPE e na Polícia Civil, bem como para ser oficial ou delgado é cobrado nível superior dos candidatos, mas os salários são totalmente diferentes...


Afinal, quem tem a pior jornada semanal?

Quem corre mais risco de morte?

Quem morre mais?

Quem é exposto às piores condições de trabalho?

Quem é mais solicitado pela população?

QUEM É CHAMADO PRIMEIRO?

QUAL É O TELEFONE DA POLÍCIA CIVIL?

QUAL É O TELEFONE DA POLÍCIA MILITAR e DO CORPO DE BOMBEIROS?

Queremos apenas receber tão mal quanto recebe a Polícia Civil do mesmo Estado de Pernambuco, inclusive com jornada de trabalho bem melhor que a nossa, e recebem o PJES em dobro, o que é o caso de alguns delegados cumulativamente com Gratificação por Encargo Policial Civil (equivalente à gratificação de comando), mas os policiais militares não recebem esses valores nestes moldes.

Vemos dois pesos e duas medidas nas duas corporações...